Onze

Sabes, falta muito pouco, já. Muito pouco para O ano. Mas ainda assim, eu acho que não preciso de um ano, não preciso dos doze meses, dos dias todos. Se calhar sou eu a querer ser menos mainstream, menos igual e, porque não? Onze é um número tão bonito. É a capicua perfeita. Somos nós. O um e o um deixaram de formar o dois, e passaram a ser o onze. É perfeito! Porque parece que é neste número que tudo culmina. À medida em que nos vamos aproximando do um e do oito, eu sinto que existe muito mais. É uma coisinha tão grande, que não parece que eu consiga escrever.

Escrever. Antes de mais, vamos pôr os pontos nos i’s. Eu escrevo porque me facilita o discurso. Porque sei que assim, não fica nada por dizer. Porque posso vir atrás, acrescentar e melhorar. O discurso falado não me assenta tão bem. Sou distraída. Olho para ti e esqueço-me daquela frase que faria a diferença. Assim, com apenas o pensamento de ti, escrevo. E  escrevo-o da melhor forma que posso. Talvez não seja um Saramago, ou não faça jus ao Neruda. Mas isto é o meu melhor. Pus aqui o meu coração (como ponho em tudo, em especial em tudo o que te dedico). Portanto, eu sei que falar-te estas coisas é melhor; eu sei que ouvires estas coisas é mais bonito. Mas crê no que te digo: ler estas coisas é soberbo! Queria eu que sentisses metade. Metade do que estas teclas, deste teclado, sentem nas pontas dos meus dedos! Sem distrações, sem medos, sem traves. Oh! a beleza de te escrever, é que é a forma mais pura de me leres.

Agora, ao som de Ella Fitzgerald, te digo que, ao longo dos muitos dias que desfilam nestes onze, conto poucos os que não me fizeram feliz. Atenta: Mesmo os dias menos bons, são bons dias. Crê no que escrevo.

Há tempinhos atrás, pegaste na menina mais teimosa e transformaste-a na mulher teimosa, mas mudada. Eu não mudo por ti, mas eu mudo por querer ser melhor para ti. Porque sei que mereces a melhor. E eu serei a melhor.

Eu lembro me de logo no início sentir sempre o meu pequenino coração a rebentar pelas costuras, cheio de amor que estava. Era algo que me ultrapassava, essa sensação. Sempre que chegava, depois de não te ver por semanas, era como uma criança gorda que via chocolate, depois de três meses de dieta. Tu sempre foste melhor que Milka, para mim. Mas hoje, nestes grandes onze, cada vez que te vejo depois de uma ausência, seja ela maior ou menor, o meu coração ainda rebenta. Ainda transbordo paixão e amor pelas costuras. Mas noto-o maior. Cabe tanto mais, agora, do que cabia há onze atrás. É impressionante. Esticou, esticou e cresceu. E mesmo assim, ainda transborda. Ainda o fazes exceder. Isso quer dizer alguma coisa. É como o nózinho na garganta quando te vais embora. Ainda existe. Ainda dói.
És o único que se pode gabar de ter ganho cada centímetro do meu corpo. Toda eu sou tua. Não tens só o meu coração ou o meu corpo ou o meu pensamento. Mas toda a minha alma, a essência, a decência e a indecência são tuas. A minhan virgindade emocional.
Desnecessário será dizer, mas eu digo, que tu me ensinaste a ser. Ensinaste me a ser uma parte em dois. Menos egoísta, menos narcisista. Mais cheia de coisas boas, qual kinder surpresa.
Eu amo-te, bichinho. E sei que sim.
Porque de todas as formas de gostar, esta é aquela que é menos errada, é a que me preenche mais, é a qual eu me sinto mais confortável. Assenta me como um vestido justo. Daqueles que quase que são uma segunda pele. É isso que tu és. A minha segunda pele. ♡

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One thought on “Onze

  1. Sabes que mais quem ficou agr com um nó na garganta fui eu… Mas por ficar sem palavras, é bom muito bom ler coisas tão bonitas que escreves e ainda mais emocionante quando são direcionadas para mim, é tão bom que me faz querer ter-te sempre comigo, e faz com que me sinta um tanto ao quanto sozinho, ainda que acompanhado, sem ti do meu lado. Simplesmente tu e é isso que eu mais gosto e estes 11 meses ao qual serão acrescentados muitos mais… espera, espera anos. Es tu e só tu me preenches assim, desta maneira e é por isso que te Amo ❤

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