A Caminho da 87ª cerimónia dos Oscars

Ora bem. Isto de ter um blogue do dia-a-dia e não falar de filmes, não é para mim. Aliás, mais tarde iremos passar pelas séries. Para já, gostaria de me debruçar nos filmes que estão nomeados a Oscar para este ano. Eles são:

– American Hustle

– Nebraska

– Captain Phillips

– Philomena

– Dallas Buyers Club

– 12 years a Slave

– Gravity

– The Wolf of Wall Street

– Her

Feita a lista, vou riscar os que eu já vi (o meu objetivo é ver todos os filmes até à cerimónia, que se realizará no dia 2 de Março, a qual eu religiosamente assisto todos os anos, em direto). Portanto, das 9 maravilhas acima, eu pessoalmente já vi quatro: American Hustle, Dallas Buyers Club, The Wolf of Wall Street e 12 years a Slave. Neste post vou-me debruçar sobre o meu favorito dos quatro: Dallas Buyers Club, o mais forte candidato a Oscar. Isto porquê? Ora bem, por onde começar? Lá terá de ser pela Grandiosa prestação de Matthew McConaughey. O que chamar-lhe para além de fenomenal? Mais do que a extrema magreza daquele que era considerado o galãzinho de Hollywood, é de salientar mesmo a mudança na forma de atuar. Este Matthew é diferente. Já não faz papéis só de gajo bom que quer acabar com uma míuda loira em dez dias. Mas este Matthew é Woodroof, um macho homofóbico que se vê confrontado com o HIV. Sem spoilers, a partir daí é sempre a somar. Jean-Marc Vallée faz um trabalho de se tirar o chapéu, mostrando o suficiente, sem ser demasiado pesado. As duas horas passam rápido e ainda nos consegue levar às lágrimas ali para o final.

Passado o McConaughey à frente, falemos então do magistral Jared Leto. Ora bem, isto podia-se tornar um post sobre Jared Leto. Só. Porque Leto é daqueles atores…. aliás, Leto é daquelas pessoas que faz muita coisa, muito bem feita. Sem entrar em pormenor mas frisando, 30 seconds to Mars é uma banda de louvar. Adoro! Depois quando o Jared se mete num projeto cinematográfico ou de televisão, já se sabe que o que vai sair dali é quase a roçar de génio. Ainda no outro dia revi Chapter 27, com um Leto gordissímo, um bocadinho asqueroso e psicótico, que decide ouvir as vozes e matar John Lennon. A transformação Jared-Mark Chapman é brutal. Depois pouco mais o vemos a fazer cinema. Lembro-me que adorei vê-lo em Fight Club (http://www.imdb.com/title/tt0137523) e em Panic Room (http://www.imdb.com/title/tt0258000/). Sem começar sequer a falar em Requiem for a Dream, que ainda hoje é das minhas melhores referências em filmes sobre drogas e toxicodependentes (também podia – e devia – fazer um post sobre isso. Fica para outro dia). Continuando…. (é fácil perdermo-nos quando falamos na prestação do Leto em Requiem), em Dallas Buyers voltamos a vê-lo magrissímo, quase raquítico até. Mas o que impressiona mais (estou habituada à magreza, depois de ver o Fassbender em Hunger, e o Bale n’O maquinista), é mesmo aquela prestação que me comoveu. Porque Vallée consegue tornar o filme muito humano. Mesmo quando é desumano, mesmo quando mostra a podridão do Homem. Ainda assim, toca. E toca de uma forma que eu estou a ter dificuldade em passar para texto.

É daquelas coisas que só vendo. Mas vendo com calma, com tempo e com atenção. Porque estamos a falar daquele que, provavelmente é o melhor filme do Ano. É o detentor da estatueta dourada. E, mesmo que não seja, tem nele o melhor ator principal e o melhor ator secundário. De nove filmes só vi quatro mas ainda assim, consigo perceber que ninguém mais que McConaughey e Leto merecem ganhar aquela estatueta. É mais que sabido que eu adoro o DiCaprio, mas vamos lá ver…. este não é o teu ano, Jack.Image

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