Lover, you should’ve come over.

Entre um ou dois cigarros nervosos, entre uma das dez chávenas de café, acho-me perdida em todas as coisas que tenho de fazer. E, ainda assim, me encontro sempre naquele conforto a que eu chamo casa. Aquele conforto de um beijo na testa, aquele cafuné.
E aqui me encontro eu, sentada no comboio, de coração nas mãos cheio de felicidade. Porque este vínculo emocional que duas pessoas trocam, pessoas que partilham uma alma, uma casa, uma vida, é único.
Li ontem algo que dizia que as pessoas estão habituadas a dizer que o amor dói. Até Camões dizia que o amor “é ferida que dói e não se sente”. Mas não é verdade. O amor é a única coisa que não dói. O amor cura. Seja o amor ele qual for. Seja por um homem, por uma mulher, por um irmão, por um cão… O amor cura. O amor dura. Não dói.
A desilusão, a solidão e a rejeição doem. Não se pode confundir isso com amor. O amor é a única coisa que nos livra das demais. Já dizia Milan Kundera, o meu beloved Kundera, que o amor é a nossa liberdade. É o que está para lá do es muss sein. Daquele grande tem de ser.
O amor é o que dá sentido a todas as músicas lamechas que passam na rádio. É o amor que nos ensina a voar depois de nos cortarem as asas. Voar com o coração. Voos mais altos.
O amor liberta. Não se confunda isso com a dor de não saber amar. De não ser amado.

Xoxo, C. ♡

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