Cafés da uma da tarde (e um enorme agradecimento às Yeah’s)

O café faz bem à alma, aquece nos dias de frio e nos dias quentes faz cócegas.

Espero que estes dias de sol tenham vindo para ficar. Uma maravilha de tempo, esta primavera. É uma coisa bonita, os campos cheios de flores e as flores cheias de vida. Daqui a menos de um mês, é o dia da bênção. Quem diria que já passaram três anos desde a primeira vez que entrei para a faculdade. Foram três anos cheios de coisas boas, que vão desde amizades que vou guardar para a vida, como as minhas amadas Cátia e Filipa, Filipa e Cátia, e muitas mais pessoas que eu não teria encontrado na minha vida se não fosse pela faculdade. Esta coisa dos três anos, dá-me um friozinho na barriga. Em menos de três semanas vou estar no estádio, a segurar na minha pasta, com as minhas fitas, com a minha família, os meus amigos, e vou poder dizer: “eu consegui fazer isto”. Nunca pensei que este dia fosse chegar tão rápido. São 1 095,7266 dias mais precisamente, em que eu aprendi muita coisa. Por um lado, aprendi que não precisamos da faculdade para tudo nesta vida. E que sem ela, eu teria aprendido muita coisa. Como diz Jamie Cullum numa das minhas músicas favoritas, somos um bando de twenty-somethings que saem da universidade sem prospecções futuras, o que nos estraga um pouco a ideia do que era sair da faculdade e arranjar um emprego. Mas, se por um lado esta visão triste da nossa conjetura nos ensombra o futuro, eu não estou arrependida de ter ingressado por esta via. Aprendi muita coisa que terá e tem muita utilidade na minha vida adulta, conheci como já referi, pessoas que noutras circunstâncias nunca teria conhecido e, apercebi-me que existem modos de lecionar e formas alternativas de aprender. Talvez não tenha apreendido nada que ler uma revista não me ensinasse. Mas, se assim o é, a universidade ensinou-me isso. E é verdade que cada dia as propinas aumentam mais e eu lamento que assim seja, porque impossibilita muita gente de ingressar pelo ensino superior. Mas também é verdade que, cada vez mais, há jovens a ir para o superior porque não há coragem de sair do secundário e entrar para o mundo laboral, tão cedo. É certo que saímos cada vez menos preparados daquele que é o suposto ensino superior e que nos devia dar uma melhor ideia de como se navega no mundo profissional. E noto isso, hoje em dia, porque estou nos dois meio. Saímos mal preparados daquela instituição pública/privada e ficamos um bocadinho vulneráveis e inseguros. Mas ninguém nasce ensinado e nós aprendemos a trabalhar. Mas, como li no outro dia no Expresso, se todos os jovens ingressarem no superior e dali saírem à espera de entrar na área, não haverá ninguém para fazer o que é necessário ser feito. Talvez por isso, segundo o autor da crónica, haja sempre alguém que não sucede. Mas, voltando ao tema da graduação, estou contente e com o friozinho na barriga, caraterístico daquele momento que vai marcar o final da minha vida académica. Ainda tenho uma ou outra ponta solta no novelo, mas em termos gerais sinto-me satisfeita. Um passo em frente, que é sempre para onde devemos andar.

Estou ansiosa pelo dia dez, ansiosa por ler as fitas e por começar a escrever umas tantas. Ansiosa por poder sair do estádio, no dia dez de maio, e dizer “finalmente!”

Não quero muito saber do diploma, que esse não me assegura nada. A contentação é mesmo porque, mais uma vez, superei os meus objetivos e, com esta meta alcançada – ou quase -, posso passar à próxima.

Mas isto não significa que deixei de ser estudante. Hei-de ser estudante até ao dia em que a minha vida acabe nesta terra. Aprendizagem constante é o que move o homem. Devemos estar sempre a aprender, a aplicar conhecimentos.

E que assim seja. Portanto, até lá.

Em jeito de agradecimento, tenho de dizer a toda a gente que esteve comigo, que quero que esteja (físicamente ou não) comigo no dia dez.

E obrigada ao meu trio do coração por estes três anos, por todas as tardes de estudo e trabalhos nos gabinetes, por todos os capuccinos da ESEC juntamente por todos os cigarros fumados, pelos jantares lá em casa, com direito a petit gateaus e lambrusco rosé. Obrigada pelas receções ao caloiro e pelas semanas académicas em que alguém aturava alguém e alguém era aturado. O meu coração agradece, a vós em especial, as minhas duas almas gémeas, todos os sermões, todas as lágrimas que aturaram, todas as brigas, todos os dias de fotossíntese no spot, todas as pedras do caminho, que foram mais fáceis de desviar por vossa causa.

Já tenho muitas saudades desses tempos, e esses tempos ainda bem acabaram. Minhas almas-gémeas é com um nózinho na garganta e um apertozinho no peito que escrevo: isto é para continuar. Com mais ou menos espaçamento de tempo, maior ou menor distância. Com o mesmo amor, desde a primeira vez, desde o primeiro jantar. Até ao final, é para continuar.

Eu tenho dois pilares, que conheci na faculdade. E eu vou precisar sempre desses dois pilares, para em conjunto com os outros tantos, sustentarem a construção que fui aperfeiçoando, nestes três anos convosco.

Sei, hoje, que sou uma pessoa melhor por muita coisa passada convosco. Yeah’s uma vez, Yeah’s para sempre.

 

Com amor, e um enorme beijinho na alma e no coração, yours, Cláudia Oliveira.

 

(Twenty-something, por Jamie Cullum: http://www.youtube.com/watch?v=g76UDCBjRcQ)

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