Confissões de quem está bem com a vida ou, como quem diz, ‘desproblematizem’

Uma coisa que me provoca sempre muita curiosidade é porque razão nós despendemos tanto tempo a pensar e a dar importância a coisas que não nos trazem felicidade nem alegria. Porque é que arrastamos sempre connosco aquele fardo do que o outro disse, do que o outro fez, do que aconteceu e do que deixou de acontecer. Se uma coisa não é importante para nós, não faz sentido revolver no assunto vezes e vezes sem conta. Temos de aceitar que, na nossa vida, vão sempre existir pessoas que, por não compreenderem ou por simples ignorância, não gostam ou não aceitam a nossa energia. A luz demora sempre a iluminar o escuro. E não podemos fazer nada para que alguém mude. Mas podemos nós mudar a forma como carregamos o peso de certos assuntos na nossa vida. Ao remoer sobre certos temas, esses temas continuam a pesar sobre o que fazemos no dia-a-dia. Estamos a gastar energia neles e isso transmite-se nas nossas ações. Gastar latim e criatividade, ou gastar ideias nisso é demonstrar sempre alguma importância. E, se não é importante, para quê a demora sobre tal coisa?

Eu, para estar onde estou hoje, tive de batalhar imenso. Foram meses de emails e meses de insistências e muita persistência. E consegui. Ninguém o conseguiu por mim, ninguém se levantou da cadeira confortável atrás do PC e foi à luta por mim. O mérito é meu. Portanto, demoras em assuntos que não resolvem os meus nem pagam as minhas contas, são desnecessárias. Temos de aprender a viver com quem não gosta de nós, porque vai sempre existir alguém que não suporta a nossa energia. E ainda bem que existem tais pessoas. Não há de ser apenas uma na nossa vida e, quanto mais cedo nos prepararmos para o aceitar, melhor.

Todo o meu caminho e o meu percurso fui eu que o construí, sozinha. Não posso dizer que fui para a faculdade financiada pelos meus pais, porque desde o primeiro ano que eu trabalho e estudo e pago as minhas contas, já lá vão três anos. E não me posso queixar ou vitimar. Sempre tive as mesmas oportunidades de toda a gente, mesmo que as circunstâncias de ingresso nessas oportunidades tenha sido diferente. Mas, se mesmo com esse condicionamento eu consegui, é porque existe algo em mim que me dá o factor x para ganhar. E, se eu o tenho, não me posso permitir ficar a moer em assuntos que não me tragam nada de bom e construtivo.

As pessoas têm de aprender a estar na paz, seja ela interior ou exterior. Num mundo em que há demasiada guerra, a paz connosco mesmos é fundamental. Aquele grilozinho a que chamamos de consciência. Quem não o possuir, decerto que terá noites menos descansadas.

Tem de existir bom senso por parte das pessoas para se saber quando se erra. E se erramos, temos de estar preparados para que esse erro nos seja apontado. Tem de haver uma idade mental superior para aceitar o erro, admiti-lo e seguir em frente. Não vivemos isolados numa ilha, vivemos num mundo em co-existência com outras pessoas e as nossas ações vão, de alguma forma, afetar os outros.

Mas isto não é ficar a remoer no assunto e achar que estamos corretos. Quem quiser ficar com a bicicleta pode tê-la. Eu cá não me demoro nesses assuntos. Servem para serem vividos cinco minutos e segue-se em frente. É daquelas coisas que não se guardam porque não nos enchem de nada de bom. Quem quiser guardá-los e volver neles, enche-se de partículas de bolor e torna-se podre. Mas eu não posso, nem quero lutar contra essa podridão de espírito. Tenho as minhas próprias batalhas que são mais bonitas e mais importantes. Eu luto pela minha paz e pela minha ordem interior. Pela minha otimização e pelo meu desenvolvimento pessoal. E estou no bom caminho, no certo. Que é aquele em que deixo esses conflitos para trás, onde eles pertencem e sigo, com novas metas e novos objetivos, para o projeto EU.

Porque é a minha vida que me interessa e não tenho rugas nem brigas interiores, nem fico acordada durante a noite. Aos que ficam, batalham nisso e teclam demasiado sobre o assunto, atirando farpelas alheias, desejo a maior das sortes e os meus pêsames estão com as suas almas.

Porque viver sobre bases que não são as nossas e que não nos melhoram, é uma vida menor. Mas claro, há os que ganham as corridas por terem treinado e empenhado, e há os que ganham porque se apoiaram em outrem para ganhar velocidade. De qualquer das formas, a vitória é sempre interior e nossa e cada um escolhe a via que melhor lhe convier. Eu escolho a minha vida e a minha otimização.

Eu estou feliz, a felicidade é isto. Não ter queixas nem ter mesquinhices, não ter ódios. Mas sim ter ambições, ter objetivos, ter focos pessoais.

A felicidade é esta e vivo este momento em pleno. Não me posso queixar da vida que tenho, quando há tanta gente no Mundo com menos do que eu. E agradeço a ninguém mas a mim própria por agarrar as oportunidades e torná-las em objetivos e realizações. Sou feliz assim e tenciono continuar. Ser-se feliz é bom.

A minha visão da vida é muito otimista, sempre foi. Sei ver o preto no branco, mas gosto de colorir aqui e ali, onde quero. Talvez esta seja a visão de quem vive em paz consigo mesmo e sabe o que vale.

Por outro lado, como diz Kanye West, o sucesso é a melhor vingança. E, a todos os níves – so far -, eu sucedi. E olha eu, a vingar-me das portas que a vida me fechou ao abrir janelas! Sem me apoiar em ninguém.

Eu estou de paz. Fumei do cachimbo amarelo, da felicidade e do bem-estar. Estou de paz comigo e desejo paz a quem ainda não encontrou e a procura.

 

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico e sob a sombra de ninguém. Não levem daqui quaisquer dúvidas de possíveis dicas para outrem. Tirem apenas sabedoria, que é aquilo que eu tenho para oferecer. Só coisas boas. E também não usei expressões de alguém para além de mim. Estou a melhorar e olha para mim, a conseguir ser-me fiel.)

 

Xoxo, C .

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