Maio psicótico (tipo Dexter, nada de clichés Hitcockianos de Norman Bates)

 

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Maio chegou e com ele trouxe o bom tempo (ou assim parece). Não é, particularmente, o meu mês favorito mas também, quem diz que tem de haver um? A verdade é, que Maio significa o final de muita coisa, e o início de outra tanta. É o marco da reta final deste percurso de três anos, que foi entrar na faculdade, e marca também o início da fiesta associada ao fim das aulas: a aclamada semana académica. Este ano, temo não comparecer à de Faro, por motivos de força maior. Força essa, a que Lisboa-bela exerce sobre mim. Es Muss Sein, aquele tem de ser que eu tanto gosto.

Continuando, o primeiro de maio foi mais um dos muitos. Tenho a agradecer que, este ano, o pingo doce poupou-nos da sua mega-promoção louca de há dois anos. Houve ali qualquer coisa como exatamente cinquenta produtos com cinquenta por cento de desconto. Mas a afluência não foi tão larga como pensei e ainda bem. Deu assim descanso às costas e saí a horas. Isto, porque é de lembrar qye há dois anos, aquando aquela feira de metade do valor em compras que atingissem os cem euros, eu – que trabalho quatro horas diárias -, fiquei no supermercado doze horas. É assim só o quádruplo da coisa. Mas não me queixo (apesar de me ter queixado na altura), porque pagaram bem. Portanto, ontem, para além do mega hambúrguer de falafel que eu comi ao almoço, o dia foi o mais normal possível (porque o hambúrguer foi mesmo o toop).

Também começei, ontem, a ler Carta ao Pai, do meu beloved Franz Kafka. A minha introdução a Franz foi na Universidade, em cultura literária. O Crazy Tony, como é carinhosamente chamado pela prole, falou-nos dele e desde logo me interessou. Eu gosto de ler. Eu sou muito os livros que eu leio. Há algo poético em mim, que vem deles. Sinto, por exemplo, que eu sou grande parte A insustentável leveza do ser. Creio que esse livro está muito em mim. Tanto, que tatuei uma parte dele. Também sou muito de O Principezinho. Aquela inocência disfarçada de chico-esperteza que, mesmo assim, está cheia de savoir faire. Tenho aquela consciência do que me cativa e tenho sempre no coração a ânsia de receber quem me cativa. E fico das três às quatro com o coração nas mãos. Sou, grande parte, raposa. Sei que, mesmo sexualmente definida, tenho muito de O sexo dos Anjos na mente. O emaranho de ideias e a confusão de assuntos que, organizados, se traduzem em criatividade e em algo bom de ler. A Elegância, o saber ser. Ora eu sou, reitero, o que eu leio. E eu leio muito, cada vez melhor. Construo-me mais, livro-após-livro.

Depois de ouvir dizer sobre Kafka, o bichinho mordeu-me a consciência e disse-me “lê!”. E eu li. Eu li A metamorfose e eu gostei do que me aconteceu durante. O processo pelo qual a personagem passou, eu passei. Depois li O processo e aqui confesso: ainda vai a meio, mas prometo acabar antes do verão começar. E, agora, carta ao pai, um pequeno bocado de um grande livro. Primeiras páginas e já estou a senti-lo.

Enfim, desde a última vez que aqui escrevi que não se tem passado nada de especial. Mas hoje, dado que voltei à redação e me atualizei com as notícias – nacionais e internacionais -, cheguei a um artigo muito interessante e que me chama muito a atenção. Isto, para explicar, porque eu sou um bocadinho, assumo-me, psycho, assim no bom sentido da coisa – se é que o há.

Não estou a falar que sou uma espécie de Norman Bates, com aura à Hitchcock, que assassino gajas no chuveiro. Nada disso. Mas um bocadinho psicótica, se calhar com pitadas de Dexter. Se eu meto um assunto na cabeça, eu persigo-o até saber o máximo sobre isso. Para formar opiniões e pontos-de-vista com conhecimento de facto. Ou de um lado dos factos. Ora, no seguimento do artigo que li, descobri uma teia de teorias da conspiração, na teia da net. A world wide web está cheia de teorias que alimentam a minha mente caótica. E depois é pensar nestas coisas até mais não. Ora, das dez teorias da conspiração que a Visão nos apresenta (http://visao.sapo.pt/teorias-da-conspiracao-que-correm-na-internet=f778634), escolho as minhas três favoritas (há que selecionar, senão seria psicótica de profissão): O Illuminati, Google como Skynet e, finalmente, o desaparecimento do voo MH370. Ora, de todas as outras, a da Pixar interessa-me mas tenho de debruçar-me mais sobre isso. Fora da lista da visão ainda há uma que, de há tempos para cá, me prende a atenção: Chemtrails.

O Illuminati é aquela teoria de que as celebridades (inclusive a minha adorada Beyoncé e o Jay-Z) nos enviam sinais religiosos, sem que entendamos, mas que fazem parte da ceita, que supostamente quer criar uma nova ordem mundial. Uma coisa assim que assusta, um bocadinho à Angels and Demons, ou DaVinci Code, de Dan Brown.

Ora, tudo o que envolva religião e igrejas, interessa-me. Gosto de saber, de questionar, de expor.

A teoria do Google com Skynet, baseia-se assim um bocadinho no Exterminador Implacável, com um Schwarzenegger todo imponente, no alto do seu metro e oitenta e seis (segundo a internet, mas que eu duvido porque ele é um baixolas), a dizer-nos Hasta la vista, baby.” 

E é qualquer coisa como a Google quer-nos controlar a todos e apoderar-se do mundo, por via de Robots, uma vez que já compraram uma empresa qualquer que os fabrica. E pronto, assim morremos todos.

O mistério avião-que-desapareceu-e-consigo-levou-bué-de-almas ainda é recente, portanto ainda é muito especulado. Para nós, os que até gostamos desta coisa das conspirações, está ainda quentinho, tal qual pãozinho caseiro, acabado de sair do forno,  pronto a ser barrado com manteiga, que quer derreter-se naquela guarnição quentinha. (Aqui fiz uma referência à manteiga mas atentem que eu odeio essa coisa amarela, com cheiro a azedo e gordura animal. É muito mázinha, portanto eu como o pão assim mesmo à bairrista).

A teoria dos Chemtrails foi-me apresentada há pouco tempo e já acho que é daquelas coisas que faz todo o sentido! Está all over pela internet, e é baseada nos rastros de aviões, que possuem agentes químicos e/ou biológicos, que causam danos à nossa saúde. Partindo deste ponto e ligando com os surtos de alergias recentes, com cada vez mais pessoas a morrerem cedo e de doenças cancerígenas ou para as quais ainda nem se encontrou explicação, temos o prato cheio para degustarmos ali um banquete de suposições e crises psicóticas.

Finalmente, e porque eu ando a dizer isto desde 2009, tenho a minha favorita desde sempre: Michael Jackson está vivo! O Rei-Leão ora preto ora branco, da POP, nunca morreu. Com essa não me comem! Ele é esperto, isso sim. Ao “morrer”, aquele que é um Deus na música (e isso ninguém lhe tira), pôde ser “absolvido” de todas as acusações que lhe caíam em cima, por ele cair em cima de criancinhas. Ora ninguém vai continuar a mortificar um morto e a acusá-lo de maldades tais. Michael Jackson era adorado por muitos, inclusivé eu mesma, no campo musical. E, toda a gente sabe, que santificamos os mortos, especialmente se gostarmos deles. Agora, MJ não é mais um violador cujo nariz está em risco de se soltar. Agora, caso apareça de novo, MJ é o Supra-sumo da música POP, que voltou e mais-que-perdoado. Há que saber jogar com as coisas, e quem tem jeito para mudar de cor, tem jeito para fingir uma morte. Haha! (piadinha, veados, não se incomodem comigo, a seguir já vou comer uma bananinha da paz contra o racismo. E isto porque #somostodosmacacos)

E pronto, assumindo aqui que sou uma maníaca da conspiração, não se admirem se um dia sair uma notícia no jornal, que dê conta de uma rapariga de vinte e dois anos que vive fechada numa cave, com coisas coladas na parede, a tentar desvendar o mistério por detrás das linhas que os abiões deixam no céu. Provavelmente estarei feliz, nas caves, a ler sobre bioquímicos. Cá no mundo dos saudáveis mentais, estarão todos vós a respirar este ar poluído. ahah, voto que andemos todos de máscaras na cara, fazendo nova referência do MJ.

 

Beijinhos biológicos, livres de químicos e de simbologias Illuminati, cujo olho tudo vê. C

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