Oh baby baby it’s a wild world – (I can see clearly now, the rain is gone)

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O mundo anda louco! Aliás, algo me leva a crer que o mundo, cada vez mais, é dos loucos. Tanto dos loucos que lutam, sofregamente, por um mundo melhor e mudado, como dos loucos que o tornam mau e vil e imundo. O mundo é dos loucos e vivemos num mundo de loucos. Num mundo onde o que interessa é o futebol, as telenovelas, os reality-shows que nos enchem o cérebro de lixo televisivo, o que o vizinho faz e o que a colega da mesa ao lado almoçou. O mundo é dos loucos que ainda querem estudar e descobrir um admirável mundo novo. Dos loucos que lêem no metro, todas as manhãs, a caminho da rotina, quando deviam estar na cama. Somos loucos, nós os que queremos mais do que um guarda-roupa renovado a cada estação e queremos mais livros nas prateleiras. Loucos, nós, os que apreciamos com calma um pequeno-almoço, loucos os que bebem café no parque.

O mundo é dos loucos que lançam bombas, disparam AK 47 e raptam meninas das escolas. Pertencemos aos Illuminati e às organizações anónimas que nos controlam. O mundo é dos loucos que andam a cem em localidades e não param nas passadeiras. Há, ainda, loucos que dão comida ao cão abandonado, ou fazem voluntariado.

É dos loucos, tatuados e de orelhas alargadas, a que pertence este mundo. Dos loucos que se recusam a vergar à loucura e enrolam um. Dos loucos que vetam à felicidade de pessoas que amam de forma igual, mas diferente. Dos loucos que lutam para tirar pessoas das minas, dos loucos que exploram diamantes de sangue.

O mundo é dos loucos que ouvem reggae e que dançam na Praça de Espanha. Loucos, que cantamos em plenos pulmões, frente ao espelho. Dementes, esses que regam as flores do vizinho.

Vivemos num mundo demente, insano, louco. Cheio de flores, abraços e cantorias de paz, com cheiro a Woodstock e coroas florais na cabeça. 

Mundo alienado, tolo, patético cravado de fumos e fogos e explosões e aviões que, se não caem, desaparecem.

Somos uns tresloucados, se não uns pelos outros, uns contra os outros. Senão por amor, por ódio. Por paixão, por raiva, por cíume, por inveja, por ultrapassar o outro. Desvairados e imprudentes que clamamos liberdade, vitórias e snifamos amor do tampo de uma mesa de vidro. De olhos esbugalhados, que nada vêm a não ser o amor. Esse amor pela loucura. A boa ou a má.

E, agora, que encontrámos esse amor, o que fazemos daqui em diante? 

 

xoxo, C.

Banda sonora do post (http://www.youtube.com/watch?v=NkwJ-g0iJ6w&feature=kp) Johnny Nash – I can see clearly now

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