Advogados do Diabo

Depois de ler um artigo o iOnline sobre os advogados do Diabo (http://www.ionline.pt/artigos/portugal/os-advogados-diabo-quantos-gramas-pesa-consciencia-na-hora-defender-criminoso/pag/-1), veio-me a questão, que já me atormentara várias vezes, nomeadamente ao ver os noticiários televisivos e filmes do género: um advogado pode objetar, por consciência, defender x arguido? Ou, caso o faça, isso põe em causa as suas crenças e valores morais e éticos?

Depois de ler cuidadosamente o artigo, fiquei mais esclarecida pelo menos no que toca ao ponto de vista dos advogados inquiridos. O problema nem sempre é os advogados acreditarem no réu, mas a defensa pressupõe que compreendam o acusado e que tentem que tenha um julgamento justo. O meu problema moral aqui, é que nem toda a gente deveria ter uma defesa, porque há crimes que não podem ser defendidos. Toda a gente é inocente até prova em contrário. E é necessário que haja quem prove o contrário e quem defenda que o contrário está errado.

Mas depois a mente pensa nos pedófilos, nos homens que violam as mulheres, nos serial-killers (que nada têm que ver com o meu querido Dexter, que eu apoio), e em toda a escumalha da sociedade que faz mal aos que nada fizeram… o que é que essas almas merecem? Um dia, numa aula de ética e deontologia, falámos do caso dos pedófilos. Alguém dizia que os pedófilos eram doentes mentais e, como tal, deviam ser tratados em instituições e não encarcerados em prisões, junto dos demais. Porque, o que se queria para os doentes mentais, era uma reabilitação. Eu sou a favor da reabilitação das pessoas. Todos devíamos ter uma segunda hipótese de provarmos que somos melhores do que até então fôramos. Mas a pedofilia é um ato que me dá muita comichão, para ser leviana. Violar crianças, estuprar e  etecetras enerva-me, repudia-me e dá-me asco. Uma pessoa que faz isso a uma criança, que destrói um futuro, merece reabilitação? Merece que lhe dêem uma segunda oportunidade de fazer de novo?… Eu sei que eu soo bastante pragmática e implacável. Mas é algo que ainda me faz muita confusão e eu estou só a tentar compreender. Como mulher, como tia, como futura mãe, é um assunto delicado.

Eu sou a favor da pena de morte. Mas depois, também acho que a pena de morte é para ser muito bem estudada antes de ser aplicada. Há casos de pessoas condenadas e levadas aos corredores da morte, inocentes. Aliás, aconselho aqui uma leitura top, de John Grisham, (https://www.goodreads.com/book/show/7933437-the-confession) que foi dos melhores livros que eu já li. Daqueles em que choramos e pensamos muito. Aqueles livros que roçam o genial, porque tocam em pontos cruciais, pelo menos para mim: a pena de morte, o racismo (em especial na América), por aí. Ora, o livro dá-nos o caso de um jovem que foi condenado, em erro, à pena de morte. Surprise surprise, por ser negro numa comunidade branca, na América. Há mais um rol de casos assim, que podem ser vistos aqui (http://pena-de-morte.info/mos/view/Casos_de_Inocentes_Executados/). Não exclusivamente negros, mas mal julgados. Por isso, condenar alguém à morte, é pormos-nos um bocadinho no papel de ceifeiro e ditar a vida de alguém. Não é algo para ser feito com leviandade. Contudo, também não concordo com os 25 anos máximos de pena, em países como Portugal, entre outros. Então, 25 anos é o máximo que um violador de crianças recebe? E isso está bem? A vida de alguém vale apenas 25 anos? É muito pouco tempo, ainda por cima tendo em conta que a prisão, para certas pessoas, não é castigo suficiente. Não estou aqui a ditar soluções, porque também não as tenho. Mas discordo.

Sugiro que leiam o artigo e, se puderem, leiam o livro. Eu emprestava, mas só tenho o livro em inglês e não empresto livros (bens mais-que-preciosos).

Alongar-me-ei mais sobre o assunto noutro dia. Agora vou sair da TSF, fazer uma sopa (tenho de vos falar sobre isso, ahaha eu a fazer sopas é inédito e ficam boas, o que é mais inédito e digno de post) e ir ao cineminha ver Godzilla com o meu amor-maior ❤ Hoje a tarde é de folga, e é nas folgas que se aproveitam as coisas boas, com as pessoas boas.

Beijos, sapos-príncipes !

xoxo, C.

 

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