The end . O fim

Odeio-te.

Tu és exatamente aquilo que sempre disseram que eras. Aliás, tu és ainda pior. Dissimulado, vais e vens e estragas tudo à tua volta. Acabas com a felicidade das pessoas, destróis sonhos e vontades.

Já me tinham avisado que eras assim, mas até vê-lo de perto, ter a prova dos nove, nunca acreditei.

Estragaste-me a vida; retiraste-me tudo!

Porque é que entraste na minha vida? Porque é que me fizeste isto? Não tinhas mais nem melhor para fazer?

Importunaste todos à tua volta, à minha volta… e para quê? Não bastava existires, tu que não serves de nada nem para nada, ainda tiveste de existir no meu mundo!

ODEIO-TE. E odiar-te-ei daqui e para sempre, desde o momento em que te cruzaste comigo.

Não te odiava, antes de saber realmente quem és. Agora que descobri, sei que é demasiado tarde. Quem me dera ter fugido de ti a tempo. Queria que alguém me tivesse dito “afasta-te dele, previne-te. Ele só te vai fazer mal”. Tarde demais, agora. Já me arruinaste a parte boa da vida.

Tinha esperança que resolvêssemos o nosso problema. Quis lutar para que não vencesses, que me desses uma oportunidade de ser eu, pelo menos desta vez, a parte forte. Nessa “relação” que tivemos, eu sempre fui a fraca. Comparada contigo, com a tua força covarde, eu nada fui. Aniquilaste-me, eclipsaste-me. Eclipsaste toda a gente.

Odeio-te.

Nunca mais quero que nos cruzemos na vida. Digo aqui e sublinharei para que toda a gente saiba: contigo não quero ter nada mais a ver. NADA.

Entraste e saíste da minha vida, como quem vem pegar num bocado importante de nós e deixa a porta aberta. De repente vieste, de repente foste. Não deixaste migalhas nenhumas para eu me contentar. Só lixo. Vaporizaste a minha vida de radioatividade. Lixo.

Nada na nossa “relação” foi bom, vejo isso agora. Na altura, achava que haviam momentos bons, mas hoje sei que não. Por ironia, esses momentos só existiam quando tu estavas meio ausente. Nunca me apercebera disso, porque fazias parte da minha rotina. E, nos momentos bons, associava-te a isso. Burra fui eu, que só depois me apercebi que o bom era mau. Menos mau, mas ainda assim. E esse menos era devido a estares menos presente.

Ainda bem que foste, e não te atrevas a voltar. Juro-te, nunca mais te quero ver. Nem de perto, nem de longe. Afasta-te de mim, dos meus.

Todos os do meu círculo próximo. Todos os que tocam o meu coração e cujo coração lhes tocou.

Estás avisado: de ti, nem quero sequer ler. Espero que sejas erradicado da face da terra. Ninguém te merece, ninguém merece viver contigo, ter-te por perto.

Não te desejo a ninguém.

Desejo que proves do teu veneno. Que morras envenenado por ti mesmo. Que sejas a tua própria doença. Extingue-te.

Desta parte, nenhuma saudade pelo que passámos. Desejo nulo de reviver qualquer coisa relacionada contigo. De lembrar de nós.

Ganhaste, mataste, levaste contigo… ficaste com o que levaste. E isso eu não posso reaver de novo.

Mas não voltes nunca, não me leves mais nada.

Imagem

Odeio-te, Cancro, e odiar-te-ei até acabares de vez.

 

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