[body, mind, soul]

Ontem descobri que sou uma pessoa de pilates. Mais do que isso, descobri que adoro o que o pilates faz e fez, ontem, ao meu corpo. É uma sensação engraçada, descobrir flexibilidade que eu não sabia que tinha, descobrir músculos novos que eu nem sabia que podia alongar. Pode parecer burrice e, de facto, é. Eu tenho vinte e dois anos e, desde há um ano para cá, mais ou menos, tenho-me preocupado mais com a minha saúde. Comecei a correr, a praticar desporto e a mover-me mais. Comecei a ter mais cuidados com a minha alimentação – que por si só sempre fora cuidada -, mas aprendi o que devo e não comer, e quais os alimentos aos quais o meu corpo responde melhor ou pior. Isto é tudo um processo demorado e, ao contrário do que muita gente pensa e eu própria já pensei, não é uma aprendizagem nem fácil, nem estática. Estamos em constante processo de saber o que nos faz mal e bem, e vamos mudando aqui e ali, conforme vamos aprendendo. Longe de mim, ser expert no assunto, nada disso, mas o que sei e vou aprendendo, aplico-o em mim e vejo, ou não, resultados e mudanças conforme isso. É o caso do glúten e da lactose, que eu ando a tentar evitar. O que também é uma grande ajuda, é o vasto rol de blogues de alimentação saudável e de comidas e petiscos gluten free, lactose free, etcetera.

Mas a alimentação é uma parte desta mudança, apenas. Há muito mais por trás. Como eu disse, tenho vinte e dois anos, a idade ideal para começar a cuidar de mim. A fazer mais análises e exames, a comer melhor, a viver melhor. A tirar a maquilhagem de noite, a fazer mais máscaras de cabelo, a mexer-me mais. Eu já me mexo muito, ando bastante a pé pela cidade, faço o que posso sem recorrer a transportes. Mas, a verdade, é que andar a pé e fazer o jogging matinal faz pouco pelo nosso corpo. Estamos na idade ideal para o começar a compreender, quando ele ainda é novo e nos dá indicações de tudo. Quando ainda estamos na idade de o ouvir com calma e paciência. Quando ainda é o único corpo ao qual damos atenção e que depende apenas de nós. Portanto acho bem começar cedo, porque vou aplicando aquilo que aprendo com mais tempo e vou aprendendo mais. E, foi mais ou menos nessa lógica que eu me inscrevi em aulas de fitness. Já fiz de tudo, inclusivé ginásio, mas o meu grande mal é passar a aborrecer-me com facilidade, ainda nem eu bem sei por que razão. Portanto, decidi que as aulas de fitness, por não serem atividades individuais, onde todas as mulheres se encontram ali por uma mesma razão, ou razões semelhantes, também são mais variadas e são aulas que não me aborrecem tanto. E lá fui eu, contente da vida, na segunda feira fazer GAP (glúteos, abdómen e perna). Basicamente, sem alongar muito, são exercícios que no outro dia nos deixam assim para o mortas das pernas. Claramente, na terça-feira mal me mexia e o meu pior medo era cada vez que me apetecia ir à casa de banho. O sentar era horrível e, depois de sentada, levantar era pior. E isto tudo é uma vergonha, porque eu mexo-me e tenho vinte e dois anos, pelo amor da Santa. Faço aulas com senhoras de sessenta e a minha professora já não é míuda nova. Mas eu, na flor da idade, fiquei para morrer nos primeiros dois dias. E soube que isso queria dizer qualquer coisa. Mas lá me habituei, porque eu tenho a facilidade do meu corpo se habituar facilmente ao esforço, e hoje estou aqui quase sem dores. Mesmo depois de uma aula de Pump e outra de pilates, ontem. E basicamente foi assim que eu descobri o pilates. Fui à minha primeira aula, ontem, que mais parecia uma aula de preparação ao parto. Mas foi uma coisa brutal, muito relaxante, com uma música calma, numa sala onde todas nós mulheres estávamos calmas, a pensar em nós e no nosso corpo. Em como cuidar melhor dele, dar-lhe o necessário.

Portanto, ainda estou na fase de bebé, mas já sei que consigo fazer coisas que nunca pensei ser capaz. Ontem já me apercebi que, se eu quiser, consigo esticar mais um bocadinho aqui, dobrar mais um pouco ali, e alcançar aqueloutro.

Estou a adorar este conhecimento daquela que é a casa onde vivo, 24/7 e onde vou passar toda a minha vida. Estou a aprender a purificá-la, a compreendê-la e, acima de tudo, a ouvir as suas necessidades.

Faz parte do meu crescimento pessoal e estou a caminhar no sentido certo.

Kiss, C.

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