[pyramids]

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Tenho saudades tuas.

Saudades de fazer amor contigo, saudades do cheiro do teu pescoço, da textura da tua barba, da curvado teu braço.

Saudades da voz; da voz a meio da noite, quando ela fala, de mansinho, as coisas do coração. Saudades de esticar o braço e estares lá. Saudades do ressonar. Já tinha dito o quão me irrita e me conforta o ressonar? Tenho saudades.

Do silêncio, o único que não se torna desconfortável. O único que não tenho de preencher com palavras sem fim. Sinto falta de não dizer nada, de falar pelos cotovelos.

Saudades de ler um livro, de não te dizer nada, de sentir que estás ali, eu na minha e tu na tua. Estico o braço: tenho ali a tua mão. Não preciso de mais, não quero mais.

Tenho saudades tuas e minhas, contigo. Saudades de sermos casal, mais do que sms’s trocadas, saudades por matar e beijos e abraços virtuais e imaginários.

Sinto saudades de não ter de sentir saudades. E egoísmo por sentir assim, sabendo de antemão que escolhemos este caminho.

E eu prefiro ter saudades a não te ter. Mas tenho-te e tenho saudades. E tenho esta distância enorme para preencher em todos os dias, e todas as noites.

Estiquei a mão, ontem, e não te achei. A tua voz não me disse coisas bonitas. E as que eu disse, ficaram por ouvir.

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