[quintas que podiam ser sábados]

é quinta-feira, mas o sabor é o mesmo da sexta.

nunca entendi aquelas pessoas que adoram a sexta-feira, como se não houvesse amanhã. ou, melhor, como se o amanhã de sexta, e o depois, fossem os melhores dias do mundo. e eram, quando andava na escola. mas há coisa de quatro anos que eu não sei o que é isso, de ter um fim-de-semana descansado e que equivalha a folga. para mim, folgas raramente eram aos dias de semana, e nunca eram totais. se tinha folgas do trabalho (que nunca eram dois dias seguidos, para poderem bater certo com os dias em que tinha aulas de tarde), não tinha na faculdade e, quando entrava de fim de semana na faculdade, trabalhava. depois, com o estágio, as coisas não mudaram. era a mesma lenga-lenga. entretanto, agora com o novo projeto de trabalho, e enquanto ainda sou cashier (novidades, para breve), os fins de semana soam-me ao mesmo de antes: tenho-os num sítio, não os tenho noutro. ou seja, ando aqui um bocadinho com horários preenchidos, agendas cheias todos os dias, onde tento encaixar dois trabalhos, ginásio, família, tempo para mim, aulas, etc etc. e mais os extras do dia-a-dia. por incrível que pareça, ir aos correios é uma tarefa complicada, porque o tempo é escasso. e o que sobra, passo-o a relaxar entre episódios de séries ou um livro bom.

portanto, hoje para mim podia ser sexta-feira, ou mesmo sábado. a única coisa que me define os fins de semana, é quando ele vem ao Algarve, porque sei que são os únicos dias. mais uma razão para eu odiar fins de semana, porque passam sempre a correr. as sextas-feiras são vividas a meias, porque o dia já lá anda quando ele chega. o sábado é um dia incompleto, porque um dos meus trabalhos se mete pelo meio das horas que eu quero gastar com ele (ainda por cima agora são oito horas aos fins de semana) e o domingo fica a meio gás, da mesma forma que quem vem, também vai.

e eu gostava de um fim de semana de outono, daqueles que eu sinto saudades há tempos. mas disso só para o ano, e já nem posso reclamar. tenho uma agenda cheia, mas tenho o trabalho necessário e ando a trabalhar para coisas grandes e boas, das quais vos falarei mais tarde, quando convier.

entretanto, as minhas tardes outonais, são depois do trabalho da semana, das aulas de pilates e no final de um dia muito cansado; quando chego a casa, faço café, me deito na cama e vejo under the dome. ou leio a nova aquisição de Mário Zambujal, Crónica dos Bons Malandros. Nunca o tinha lido, e assim do nada comprei dois livros dele: o mencionado e Cafuné. Tudo porque me pareceu bom, e os bons malandros não me têm desiludido.

portanto, é assim que me quedo. e nem estou nada mal. só me faltam pequenos acertos da vida, coisinhas que espero resolvidas para o início do ano que vem. mas haverá tempo para falar disso.

entretanto, fiquem com coisinhas bonitas, ou formas de como eu gostava de passar os meus fins de semana, quando os tiver.

[p.s.: que saudades do inverno, do cheirinho a terra molhada, de ter folgas e de ter tempo para gozar de um bom capuccino, ao pé da lareira, com um cobertor e a minha série/filme preferido.]

beijinhos, C.

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