[tardes frias, coração quente]

Hurray! o tempo bom voltou. confesso que eu sou uma sucker pelo outono/inverno. mesmo que os ossos me roam de frio, mesmo que as mãos fiquem roxas, eu gosto mesmo é desta estação, em que o meu lado de preguiça toma conta de mim, e me posso enrolar nas mantas a bebericar o meu café, a ver um filme, uma série, enquanto como pipocas. o cheiro a castanhas assadas na rua, que é tão caraterístico destes dias outonais, trazem-me boas memórias, dos dias em manchester, que foi de longe a cidade mais bonita que visitei no inverno. era quase altura de natal e as ruas enchiam-se de decorações natalícias, de cheiro a compras de última hora, montras bonitas e starbucks quentes, que eu comprava numa base diária.

portanto eu tenho um carinho muito especial por estas estações do ano, o frio, os casacos, os vestidos com collants mais grossas, as botas e as luvas. não há nada como o calor do verão e a leveza da pouca roupa no corpo, verdade seja dita. mas o verão não é o conforto, não é o romantismo. não convida aos abraços e mimos em frente à lareira, às sessões de cinema em casa, com direito a amigos e comida de conforto.

o natal não me diz nada, já. ou, aliás, diz-me muito pouco, uma vez que passou a ser mais vazio, a mesa já tinha falta de uma pessoa e, agora, tem falta de duas. no lugar das faltas acrescentou-se, mais tarde, o cunhado, depois o sobrinho, depois o namorado… e a mesa foi-se preenchendo, mas nunca da mesma forma, nunca com aquela voz a ressoar sobre a árvore de natal, enquanto as pequenitas abriam as prendas. o natal perdeu o brilho conforme fui crescendo, acho que se torna normal. dizem, diziam, já disseram, que o natal é para as crianças, mas a magia é uma coisa bonita de perdurar até nos adultos. verdade é, que se o espírito continuar de criança, e nos abstrairmos de tudo o que torna o natal comercial, podemos, de facto, gostar como se tivéssemos de novo seis anos. eu ainda gosto de acordar e ver os anúncios de manhã, com olho infantil de quem ainda não sabe o que é essa máquina do capitalismo.

agora o natal é do Lourenço, o meu pinguim mais fofo, o natal é feito para ele. só que não é à mesma mesa, nem na mesma casa. agora vamos a outras casas, jantamos outras comidas, feitas noutras panelas. não podemos ficar de pijama os três dias de natal, a comer chocolates como se não houvesse amanhã e a ver sozinho em casa pela milésima vez. o natal é do Ivo, que faz anos, portanto é passado fora de casa, a festejar algures.

mas o tempo frio ainda me cativa, e mal posso esperar pelas minhas mini férias em dezembro, onde me posso demorar em casa, no conforto da minha cama e das pernas dele. no conforto de um café e de um cafuné. em maratonas de anatomia de grey, how to get away with murder ou gotham. ou outra coisa qualquer, que no calor do seu abraço, até o home alone me parece um bom programa de tardes frias e coração quente.

mas ainda falta algum tempo. até lá, há muito trabalho (felizmente) e muita ocupação do corpo e da mente.

beijinhos, novidades em breve.

C.

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