[movie review – the hundred foot journey]

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aloha

hoje na rubrica #moviereview trago-vos um filme, no mínimo, delicioso. na onde de dabba, do qual falei aqui, este filme leva-nos às raízes índias e aos sabores e aos cheiros de comidas exóticas. eu não cozinho muito e, o que faço, é o mais simples possível, mas venho de um lar onde a minha mãe cozinhava (e cozinha) com o coração. ninguém faz uma melhor moamba do que ela; ninguém sabe o segredo daquele arroz… aquela fubá e o feijão de óleo de palma, com quiabos… a minha mãe é, de longe, das melhores cozinheiras que eu conheço. contudo, por descuido meu e não por falta de exemplo, nunca aprendi a cozinhar mas sempre soube apreciar boa comida. os almoços de domingo à tarde, com as moambadas ou as comidas boas da mãe. as comidas, como diz o filme, são memórias. o cheiro leva-nos a tempos e momentos da nossa vida onde aquele prato significava aquele momento; e essas memórias ficam-nos gravadas na pele; no coração, no paladar.

mas avançando, este filme é muito bonito. confesso que tinha medo de chorar baba e ranho, visto que estas últimas semanas têm sido o caos e nem faço ideia porquê. ontem a minha tarde foi passada a chorar, maioritariamente, imaginem a ver o quê: sexo e a cidade – os filmes. comédias medíocres, nada de lamechas e olha eu, com a lágrima sempre a escorrer quando vinham aqueles momentos mais cliché. tudo o que eu tenho visto ultimamente me tem dado para correr o rio salgado pela face, mas hoje surpreendi-me porque não chorei baba e ranho com este filme. talvez tenha secado, ou ande a chorar pelas coisas erradas, mas comoveu-me na mesma. porque é um filme forte. pesado e leve, ao mesmo tempo. daqueles que, quando acaba, nos deixa com a sensação de que eles realmente passaram cá por casa e, se nos esforçarmos com o coração, conseguimos cheirar o caril, as especiarias…

se é um filme cliché? é um bocadinho, tendo em conta que  filmes misturam comida com romance, especialmente se for em França ou outro país exótico: chocolat, como água para chocolate, eat pray love, etc. só que este filme foca-se mais no essencial: na comida e menos no amor. aliás, foca-se no amor pela comida e, especialmente, pelas raízes da comida e pela fusão da cozinha francesa com a indiana.

e, depois, temos as interpretações. todas excelentes mas, tenho de louvar mais uma vez a minha querida Helen Mirren, que é uma senhora que nunca falha a representar.

é um filme que nos abre o apetite e o coração e, por isso, dou-lhe a minha classificação de 7/10. é muito bom e vale a pena.

o cinema vale quase sempre a pena, quando é bom.

trailer

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bissous, C.

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