[cowspiracy: o início de uma mudança de hábitos]

num dos últimos posts, onde dizia que devíamos cultivar mais o pensamento e investir menos no superficial, escrevi-vos derivado da minha opinião. é isto que acontece nas redes sociais e o blogger ou o wordpress é nada mais nada menos do que uma rede social (uma mais favorável à criatividade do que outras, mas também só se soubermos trabalhar o lado bom). e, nas redes sociais, na era em que vivemos, sentimos que podemos dizer tudo o que pensamos e que nos escorre pelos dedos, passa nas teclas e se materializa em códigos de 0 e 1 que mais tarde os nossos olhos leem como estas letras que nos contam estórias. e assim é, tanto que assim o foi. eu, com a minha opinião mais-ou-menos formada sobre um assunto que continuo a desenvolver na minha cabeça, transpu-la para este “papel” virtual, que é a tela do computador e disse de minha justiça sobre o que eu pensava. é assim, nas sociedades dotadas da muito falada “liberdade de expressão“, que ainda não usamos bem. outro conceito, é a liberdade de interpretação, mas isso é outra conversa. isso é a forma como cada um interpreta aquilo que eu escrevo, assim como eu interpreto aquilo que um escritor escreve e que eu leio. e é para fortalecer essa capacidade que, desde o básico (se não mesmo desde a primária) nos ensinam a ler e a interpretar texto. e, ao atentarmos às respostas, há muito poucas interpretações iguais. depois crescemos e parece que de repente perdemos essa capacidade, uma vez que andamos a interpretar as coisas como nos convém e sem lermos com a subjetividade de quem não escreveu aquilo.

um escritor tanto pode ter n coisas na sua mente e isso passar para a sua escrita, como pode ser excelente a deixar o que sente no coração e a escrever de forma objetiva a um ponto, a uma ideia. portanto, eu sou sempre responsável pelo que eu escrevo, de facto, no meu blogue , este diário cibernético. agora nunca me posso declarar responsável pela interpretação do texto que ponho, porque isso depende da capacidade de cada um de interpretar as coisas.


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Posto isto, e por falar em tomar responsabilidades, vim falar-vos de um assunto que eu peguei há uns posts atrás e que venho agora aprofundar o melhor que sei.

dado que estamos num novo ano, ainda que fisicamente seja apenas um ou dois dias a mais, novos objetivos foram definidos em ordem a dar algum sentido prático a estes novos 365 dias que se avizinham. começamos sempre com o entusiasmo e com a inocência de quem não sabe que isto não dura sempre e que cometemos erros ao longo do caminho. mas, ainda assim, penso e gosto de pensar que se há vantagem nesta coisa toda do ano novo, é uma data de início de novos desafios para connosco mesmos. e, para este ano, vou querer algo mais a sério e mais difícil, também.

ora, já vos falei do documentário que vi “Cowspiracy: The Sustainability Secret”. e, para ser o mais concisa e explícita possível, só tenho a dizer que eu quero mudar algumas coisas na forma como me alimento, daqui para a frente. posso dizer que andei esta semana e meia a pensar e a tentar arranjar variadas formas de adaptar a minha alimentação mas, o que interessa é que quero ver se este ano diminuo, pelo menos, cerca de 90% da carne consumida e 70% do peixe. isto é só um esboço, para não me desiludir. se conseguir cortar a 100% o que me parece, para já, inconcebível (o meu rico peixe), fico ainda mais satisfeita. confesso que leite de vaca já não bebo há algum tempo. virei-me para as bebidas vegetais e estou bastante satisfeita com a minha escolha.

sei que o mais difícil nisto tudo vão ser os ovos, que eu uso bastante (especialmente as claras) e o peixe. ah! o que fazer? sou uma piscívora assumida, nascida em bairro piscatório da bela cidade de Espinho, podia comer peixe todos os dias da minha vida.

se vai custar? oh, mas isso é mais do que óbvio. é uma grande mudança. e sim, como qualquer pessoa com uma nova resolução de ano novo, estou focada e com a certeza de que vou conseguir. mas vou com calma, cortando aqui e ali, encontrando substitutos e formas mais fáceis de conseguir uma boa adaptação. e desta forma espero estar a conseguir a fazer a minha parte.

mas, afinal, o que tem Cowspiracy de tão especial? pois é. a maioria de vós conhece o documentário, ainda que não o tenha visto, porque o Manzarra se tornou vegetariano à pala disso. também soube dele da mesma forma. só que achava que ver aquilo não me ia fazer mudar tanto, da mesma forma que Fed Up não me fez reduzir assim tão drasticamente o consumo de produtos errados e com demasiadas coisas que nem sei nomear, ainda. só que, felizmente, enganei-me e cowspiracy conseguiu elucidar-me bastantes coisas que eu não sabia ou que eu pensava serem diferentes. e eu, que sempre achei a minha alimentação a cair para o saudável e, mais do que isso, sustentável, até, mudei bastante o meu ponto de vista sobre esse e outros assuntos.

mas aparentemente a sustentabilidade é baseada em mais do que duches em vez de banhos, mudanças de lâmpadas ou andar de bicicleta mais vezes e deixar os carros em casa. assim sendo, pretendo mudar algumas coisinhas. isto é, o meu consumo de carne, peixe, lacticínios e derivados.

agora, o que eu tenho dito a toda a gente que ainda não viu o documentário é o seguinte – e foquem-se bem nisto, porque é o essencial -: mais do que fazer com que alguém se torne vegetariano, vegan ou ainda straight edge, o que o documentário realmente faz, é abrir-nos os olhos a uma coisa que sempre esteve à nossa frente, mas que escolhemos deliberadamente ignorar (nós e os que realmente deveriam cuidar desse assunto).

portanto, e mais uma vez apelando ao meu lado humanitário, mas não querendo de todo obrigar ninguém a sair da sua zona de conforto, só peço que ao menos vejam o documentário. a sério. o maior cego é aquele que não quer ver, nunca se esqueçam. só peço que se informem e, daí, retirem as vossas conclusões. não pretendo com este texto a conversão dos meus leitores, uma vez que muita gente que o viu comigo não vai mudar necessariamente o que come. mas pensaram sobre o assunto, ficaram sensibilizados com a quantidade de poluição que é causada pela agricultura animal.

vou-me tornar vegetariana? não. se tanto, vou tentar ser ovo-lacto-vegetariana e, ainda assim, com as minhas adaptações. porque isto é uma mudança e tanto e a pressa é inimiga da perfeição.

portanto, só posso aconselhar que dediquem duas horas do vosso dia a ver o documentário e a pensar sobre o mesmo. duas horas pelo planeta, vale sempre a pena. ignorar é que não, uma vez que é daí que fazemos interpretações erradas e tiramos conclusões falsas sobre qualquer assunto. é pela falta de informação que julgamos mal as coisas. e nós temo-la em todo o lado: no computador, nos jornais, no telemóvel, nos tablets, nos mupis … em todo o lado encontramos informação, é só querer procurá-la.

e o melhor disto tudo, é que ainda temos “figuras públicas” a falar disso, a mudar com isso, a incentivar aqueles a quem conseguem chegar a, pelo menos, acederem à informação.

o documentário encontra-se no wareztuga, em qualquer site de torrent, e vai estar em apresentação na menina-moça Lisboa dia 10 e 11 de Janeiro, no Saldanha Residence. Vejam aqui. o dinheiro dos bilhetes reverte à associação do filme.


e pronto, profundo para primeiro post de 2015. e mais um ano se passou. na companhia de amigos, passou-se bem. acabei um ótimo ano ao lado de um grande amor, e comecei o novo da mesma forma. um grande amor, uma grande amiga, grandes pessoas e grandes momentos. grandes cocktails e grandes gargalhadas, marcam o meu final de 2014 e o meu início de 2015. isso, e novas leituras.

Vilamoura, sol e livros novos é amor.
Vilamoura, sol e livros novos é amor.

só peço um ano como o anterior, cheio de coisas boas e que as coisas más venham em quantidades suficientes para nos fortalecer.

e mais amor, por favor. quero que o amor continue a fazer parte dos meus dias. seja aqui, pertinho, seja a kilómetros de distância, desde que esteja, sem interrupções, sem terceiros. quero o amor do baby Lou, quero todo o amor do mundo para aquela pessoazinha pequenina. para a família de sangue a para a de coração.

para os que eu conheço, os que conheci e os que nem faço ideia: amor. muito amor, que só podemos dar aquilo que temos a transbordar.

e, acima de tudo, que venha todo esse amor com saúde a acompanhar, que a vida vai-se fazendo dessa forma. acredito muito que recebemos aquilo que mandamos para o universo. e eu tenho recebido coisas boas, tenho-as dado de volta.

que seja mais um ano bom, com menos carne/peixe/lacticínios e com mais beijos, abraços, risadas, viagens, jantares.

tudo o que não vier logo, com amor e saúde CONQUISTA-SE.

só para acabar em grande, aqui fica a música do ano (o final do passado e o início deste)

 

back soon,

love, C.

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