[o que é – afinal – o sucesso?]

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afinal, o que é que é necessário para o sucesso? o que é que faz de nós pessoas bem ou mal sucedidas? existe, sequer, essa coisa do sucesso?
para a maioria das pessoas, ser-se sucedido é ser-se conhecido. no facebook é pela quantidade de amigos/likes nas fotos; no instagram é pelo número de seguidores/likes e comentários nas fotos; no twitter é pelo número de retweets… e na vida real, o que é isso? normalmente, e não desligando das redes sociais, é a forma como somos falados, comentados, criticados, agraciados… é normalmente a quantidade e a (falsa) qualidade do que falam de nós e nem sempre a veracidade. publicamos fotografias, textos, pensamentos, frases e etecetras para que leiam/vejam/comentem/partilhem. só assim avaliamos os que gostam de nós e os que não se interessam.
é para isso, também, que existem os blogs. ando cá pelo meio, não sou diferente: escrevo porque quero e gosto que leiam, de outra forma escreveria no meu diário pessoal e ficaria para sempre ali guardado. meto cá para fora pensamentos/opiniões/casos do dia-a-dia para que leiam, para que sintam as coisas da mesma forma que eu, para que entendam o que se passa na minha cabeça. só que depois disso, pouco me interessa o que as pessoas acham de bem/mal de mim. claro que, não vou mentir, gosto bastante quando gostam do que eu escrevo, comentam, partilham e eu vejo as estatísticas a aumentar. é uma boa sensação, mas acho que isso não me define. aliás, nada na internet nos define. não nos podemos deixar enganar pela efemeridade que é, realmente, gostarem de nós na internet. toda a gente é gostável na net, porque nem sempre somos 100% nós. somos uma nova versão, melhorada e em http:// da pessoa que somos. moldamo-nos para caber no ciberespaço onde, de certa forma, queremos a aprovação de pessoas que nem conhecemos.
isso não é ser sucedido, não é ser célebre, não é ser-se prestigioso. é ser-se falado, “conhecido” na redes sociais… é ser alvo de um escrutínio muito perigoso num mundo de teias onde nem sempre sabemos onde pomos os pés.
quando mando os meus textos para o p3, sinto sempre uma enorme ansiedade. porque tenho medo que os rejeitem, que não os leiam, que não gostem deles… só que depois lembro-me: não é essa nega ou essa aceitação (como já aconteceu ambas as vezes) que me definem. não pode ser aquela resposta de email que define a minha escrita nem o que eu sou. claro que me ajuda a crescer e a fazer mais e melhor mas não é isso que me torna a pessoa que eu sou.
eu escrevo com o coração. ponho sempre muito de mim, mesmo quando tenho de ser objetiva. afinal, sou eu que estou a escrever. e críticas todos recebemos. o que não pode acontecer é baixar os braços e desistir. fugir, esconder-se das críticas e dos ‘nãos’.
temos de mostrar do que somos feitos, porque essa sim é a matéria que nos define. as adversidades e todas as outras coisas que se atravessam no nosso caminho revelam-nos quem somos, por dentro.
de aço ninguém é, mas somos titânio em pele de pessoa. caímos, levantamo-nos de novo, tentamos mais uma e outra vez. mas que saibamos do que somos feitos. de quem nos ensinou e daqueles que, todos os dias, nos adicionam conhecimento à nossa vida.
que saibamos aceitar críticas, por favor! porque nem toda a gente vai gostar de nós e isso é tão okay como os que gostam. não fomos desenhados para que gostem de nós sempre. aliás, às vezes existem pessoas que nunca irão gostar, e o que podemos nós fazer sobre isso? nada, seguir em frente. dispender o tempo que acharmos necessário a mostrar diferente à pessoa, se esta valer a pena. caso contrário “os cães ladram e a caravana passa”. a nossa vida nas nossas mãos, a nossa mente sobre a matéria.
aquelas frases inspiracionais que todas/os partilhamos nas redes sociais, com hastags e afins, têm de servir para mais do que mostar. que vivamos pelo que professamos, por favor!
já há tanta falsidade no mundo, tanto enleio e enredos, tanto “quero-ser-como-ele/a” e tanto ódio a ser destilado todos os dias em todo o lado do mundo. que começemos a fazer paz connosco mesmos. que se danem os que não gostam de nós! o que interessa é manter os que gostam aqui, perto. cuidar deles, continuar a fazer crescer este amor que se dá e que se recebe.
eu escrevo porque me dá prazer, que fique aqui bem assente. não faço numa competição porque começei muito antes da corrida ter, aparentemente, começado. e, no som do tiro de início, não me atirei à pista, a competir com os demais. caminhei pelo meu caminho, saí da rota deles, procurei os meus trilhos, tenho vindo a fazer as minhas coisas e, mais importante de tudo, ao meu próprio tempo. com o meu timming, sem pressas nem desejos de ultrapassar ninguém. eu não corro para jornais, blogs ou locais que tal. não arranjo cunhas, e sempre, SEMPRE fui atrás dos meus sonhos, por muito absurdos que possam parecer e nunca o fiz para competir com ninguém.
eu não viajo para mostrar a x ou y que fui, visitei, vi e conquistei. eu faço-o no meu tempo, com o meu dinheiro, na minha vontade, para eu bel-prazer.

a diferença é só uma: a vida, no seu devido tempo, ensina-nos que tudo é para ser vivido connosco e por nós. porque quando estás por ciam, és tu e o mundo inteiro que te adora, te venera, idolatra e partilha as coisas contigo. tudo virtual. mas quando estás em baixo, vais ver que a única pessoa que te ajuda a sair de lá, és tu mesmo/a. e não há “fama” nenhuma no mundo que pague isso. aí é que começa a competição contigo mesma.

e, respondendo à pergunta do início:o sucesso é aquele bem-estar contigo mesmo/a, é aquela sensação de realização para connosco mesmos. o resto que se dane.

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