[ desculpas para escrever – “antes cegues do que mal vejas” ]

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o problema de todas estas dores de coração e de estômago estão no olhar. É verdade; a forma como olhamos para as coisas, para os outros, para as situações da vida, ressentem-se no nosso corpo, que habituado a receber com tudo o que lhe mandamos, cede.

Não penso que haja mais alguma coisa a fazer, do que olhar com filtros de amor.

Foi quando te vi, pela primeira vez, fora de toda aquela paixão, que eu soube quem eu era e do que eu precisava; soube, naquele momento, que afinal não era de ti que eu precisava, para me curar de todas as feridas e todas as mossas que a vida me tinha dado; algumas delas feitas por ti.

Da primeira vez que te vi, por detrás da cegueira de fantasia, soube que nunca prestaste o que eu precisei. E acabou.

 O pior cego é aquele que não quer ver, dizem os entendidos de olhar com olhos de ver as coisas como elas realmente são. Só que o problema é exatamente esse: é ver e não ver, toldados pelo medo, pela fantasia, pelas músicas da primavera que vai florindo no nosso coração.

Se admito, para os  meus botões, que ainda sonho contigo? Nem podia, porque não te conheço. Conheci alguém, algures, que me assegurou que a vida ia ser fácil e me ia acompanhar neste trajeto para sempre. Pena que essa pessoa não existe mais.

Não é contigo que eu sonho, é com uma fantasia que um dia eu vi; eu vivi.

Ainda bem que eu vi as coisas como de facto elas são; antes cega que mal veja.

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