[dois]

Eu amo-te.
Minto se te disser que te amo desde o primeiro dia, porque não é verdade. O meu coração não conseguia sentir o gosto do amor, não sabia o que era essa coisa, era-lhe desconhecido.
A verdade é que não te amo desde o 1º dia, mas amei-te todos os dias, desde o dia em que te começei a amar.
Se sei, exatamente, quando te comecei a amar? a verdade é que não. sei, mais ou menos, o dia em que soube que gostava de ti. sei, com exatidão, o dia em que quis que fizesses parte da minha vida.
amei-te, pouco depois. daí para a frente, todos os dias foram teus. todo o meu coração perdeu o espaço vago e deu-se a ti, em toda a sua essência.
considero um privilégio todos os dias da minha vida, desde que te conheci.
estar ao teu lado consegue ser assustador; e é.
assusta-me pela imensidão do que eu sinto por ti; é muito forte e eu nunca pensei que pudesse ter esta força dentro de mim.
mas sou uma sortuda. sou uma sortuda porque te tenho, e te tenho tido por estes últimos dois anos. e, arrisco a dizer, que te tenho por inteiro. que foste sempre meu, mesmo quando pudesses ter duvidado de mim, do meu amor; do teu amor por mim.
do outro lado, sabes que eu sempre fui tua, nunca mais de outra pessoa, desde aquele dia em que soube que te queria. talvez ainda não te amasse, mas sabia que o iria fazer, apesar de todos os pontos de interrogação que pairavam na minha cabeça.
amo-te. amo-te hoje, como te amei ontem quando acordei sozinha, na minha cama, e pensei para mim “porque é que a vida tem de nos separar?”. a verdade é que eu não sei, mas gostava que não tivesse de ser assim.

dei-me a ti, exatamente há dois anos atrás, como nunca me dera a ninguém. física e emocinalmente. tu cuidaste deste corpo que tantos outros desprezaram depois de usar a seu bel-prazer. tu cuidaste desta alma, destroçada, que não sabia o que era o amor. cuidaste deste coração, tantas vezes partido e rebentado. cuidaste de mim. deste-me muitos nãos mas os sim’s perfeitos. foste meu amigo, antes de seres meu homem. estiveste sempre lá, para tudo. eu é que nem sempre te procurei, te usei.
não me arrependo de uma única coisa, porque tudo nos trouxe onde estamos agora. dois anos depois, chego a pensar como ainda não me cansei de te escrever, de nos escrever. mas a verdade é que, todos os dias, me fazes querer criar mais, melhor.

estou muito orgulhosa de nós, enquanto casal, por estarmos onde estamos. tem sido um caminho sinuoso, mas é o nosso caminho, e temo-lo percurrido sempre juntos. umas vezes de mãos dadas, outras vezes um à frente do outro, mas nunca em direções opostas.
mas mais do que isso, estou orgulhosa de ti. porque me surpreendes todos os dias, a cada dia que passa. todos os dias me mostras coisas que eu não sabia sentir. ora te amo, ora te odeio enquanto te amo, mas nunca me fizeste querer desistir de ti. estou orgulhosa dos esforços que fazes por nós. por mim. embora não os gabe, embora pareça, até, que não lhes dou valor, ver-te a crescer comigo nestes dois anos deixa-me de peito inchado de orgulho. és o meu homem, foste o meu homem há 2 anos atrás, mas estás-te a tornar no meu homem do futuro. no meu esposo, no pai dos meus filhos. naquele velhinho com quem eu quero envelhecer e ver Friends, mesmo que já tenham mais de 50 anos.
orgulho-me de ti por lutares quando sabes que as coisas se tornam difíceis. orgulho-me de ti – e agradeço-te, embora ainda não tenhamos chegado a essa parte -, porque ficas sempre do meu lado, mesmo quando eu te mando embora. tu ficas. isso diz muito do homem que tu és: tu ficas, tu não me deixas, porque tu sabes que, no fundo, eu quero-te do meu lado.

não me interessa o que dizem; já não me interessa tanto o que fizeste noutra vida, com outras pessoas. cada vez mais me interessa o presente e o futuro. o nosso, não o de outras pessoas.
não quero saber do que foi dito, do que foi feito. quero dizer, fazer de novo. e podem-me dizer o que quiserem sobre o que foste… mas o que me interessa é como és comigo. o carinho que me dás, os cafunés, as coisas bonitas que me dizes.

embora ainda tenha mil-e-uma coisas guardadas no meu coração, sinto que nem todas valem a pena mencionar. isto é uma celebração da vida. tu fazes-me bem e dizer mais do que isso é superficial. claro que quero e gosto que saibas que estou bem contigo, que quero passar o resto da minha vida contigo. que não me vejo sem ti e que estou ansiosa pelo momento das nossas vidas em que não tenhamos de dormir separados. em que eu possa acordar ao teu lado, todas as manhãs e deliciar-me com o teu cheiro – tão bom, tão caraterístico, tão teu -, tocar-te ao leve, abraçar-te, enroscar-me em ti, sentir o teu calor, beijar-te a nuca sem que te percebas… acordar, cuidar de mim e saber que não sais dali até eu voltar. saber que a primeira pessoa com quem falo és tu; assim como a última.
saber que um dia seremos os dois mais um cão, ou dois. ou um bebé, ou seja lá o que for.
saber que quero tudo isso, para mim, é saber que tenho a certeza de ti. e olha que eu não tenho muitas certezas na vida. mas tenho-te a ti.

se ainda te peço para ficares, fica. se ainda te peço para confirmares que me amas, perdoa-me a insegurança. mas só essa insegurança me faz dormir ao teu lado segura de que te quero, de que me queres.

tenho um imenso orgulho neste percurso e sei que ainda falta tanta estrada para andar.
e sabes o melhor? ninguém diria que chegaríamos aqui. nem eu, se me fizessem esta pergunta exatamente há 2 anos atrás. nunca adivinharia que me fosses fazer tão bem, que me fizesses sentir borboletas, depois de todo este tempo.

posso agradecer, mais uma vez? por tudo?
eu não consigo espremer mais de dentro de mim, que te faça entender porque te amo e que o faço de peito aberto.
toda eu sou toda tua e, como dizia Marisa Monte “que eu sempre fui só de você, você sempre foi só de mim”.
e como diriam todos os poetas do mundo, todas as poesias de sempre que eu te poderia dedicar. és a minha melhor escolha, a mais consciente. e a que mantenho, firme, todos os dias desde que te encontrei. melhor – desde que me encontraste.

mantenho o orgulho no homem que és e no homem em que te estás a tornar. e quero, mais uma vez, pedir-te que continues a fazer-me feliz, todos os dias. aqui ou longe. mas sempre comigo. peço-te que me continues a aturar, por mais 2 anos, mais 4, mais 10, 50! por todos os anos da minha vida.
que entendas que as birras, os amuos, as discussões são apenas e só porque esta mulher te ama, do lugar mais fundo do ser. que entendas que todas as coisas que faço, a bem e a mal, são feitas com e por amor.

o que me define é isto: amor. o que nos define é amor e paciência. e a tua vontade com a minha vontade. o meu corpo com o teu corpo.

2 anos já foram, que venha o resto das nossas vidas!

ainda e sempre tua,
Cláudia.

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