[make love out of nothing at all but yourself]

oba!
hoje é um bom dia. gosto de dias assim: dias de sol no alto, dias amenos, sem vento, sem chuva e frio. dias em que eu posso acordar às 7h30 e estar manhã feita. sair à rua de camisa fina, sem casacos, e respirar a brisa.
gosto disto, é assim que eu sou feliz. sem 8 nem 80, este ameno da primavera, sentir-me em comunhão com a natureza, com tudo à minha volta.



sou feliz. não devo nada a ninguém, não preciso de muito para o ser. tenho saúde, tenho 2 braços e 2 pernas, uma família que, para bem e para mal está lá. tenho amigos. tenho trabalho, dinheiro e, repito, saúde.
eu sou assim porque nunca soube ser de outra forma. acho que nunca aprendi a estar de mal com a vida. desde que me lembro, que adorei acordar. cedo, tarde, com muitas ou poucas horas de sono, encarava sempre o acordar como o re-começo de algo novo e, quase sempre, bom. é um dia novo e, se o dia for bonito, com sol e passarinhos, porque encará-lo de má forma?
acho que parte muito de nós, mas ajuda se nos tiverem ensinado a ser assim. desde pequenina que os acordares eram especiais, lá em casa. mesmo sendo unidos, era ao acordar que tínhamos – os quatro – o nosso momento especial. era quando sabia que podia ir ao quarto dos meus pais, com a Diana, e deitar-me ali com eles, mais vinte minutos em que falávamos, ríamos, dizíamos piadas, recebíamos carinhos. logo de seguida a Reguila juntava-se a nós, saltava para a cama, lambia-nos as caras, recebia festinhas. era a nossa festa matinal, o nosso ritual. não havia como as manhãs serem más lá por casa. não havia como não gostar de acordar cedo. no verão – ou quando o tempo já o permitia -, íamos para a praia bem cedo. e, acordar cedo, significava um dia cheio de coisas boas. acordar cedo significava poder aproveitar o dia durante mais horas. e quem não gosta disso? quem não se sente contente e privilegiado por poder viver – e bem – mais tempo?

nunca vou entender quem não consegue aproveitar a vida nos seus pequenos mas grandes momentos porque, para mim, sempre foi a melhor forma de viver. para mim, sempre foi necessário sentir-me bem com a natureza para me sentir bem comigo mesma. é por isso que eu me sinto tão bem como vegetariana. porque sinto que, agora mais do que nunca, a respeito e vivo em comunhão com ela. somos iguais, sou filha dela e não lhe faço mal.
para mim, nunca foi preciso mais do que um passeio numa praia vazia, ou num jardim, com sol e bom tempo, para apaziguar todos os meus problemas. nunca foi preciso nenhuma outra terapia do que essa: parar por um bocado, olhar à volta e estar grata por esta vida. por poder vivê-la na condição em que a vivo. por ser eu, original naquilo que sou e naquilo que faço; de consciência tranquila.

e eu tive a minha quota parte de problemas com a vida, que não desejo a ninguém. as minhas manhãs já não são as mesmas que eu amei durante anos e que me deram um conforto que nunca mais hei-de reencontrar na vida. os meus dias não contam com as mesmas pessoas e, embora as minhas pessoas do agora me preencham o coração, os dias… não são as minhas pessoas de sempre, não são as pessoas que me ensinaram a crescer com esta visão sobre a vida.
os meus pais deram-me tudo o que me podiam ter dado de melhor: ao não me dar tudo, deram-me – a mim e à minha irmã – a capacidade de ver amor, felicidade e vida em todas as coisas que tínhamos. deram-me o conhecimento necessário para poder olhar para mim, para dentro, e conhecer-me. saber quem sou, quem quero ser e, mais do que isso, como me sinto bem a ser.
todos os dias a brincar no campo, com os nossos amigos de infância, ensinaram-me mais do que posso dizer… aprendi a ser feliz com o que tinha à mão, nunca reclamávamos do que não tínhamos, mas aprendemos a viver felizes connosco. e foi a melhor aprendizagem de sempre.

hoje sou grata por tudo isso. se pudesse descrever-me num único adjetivo, diria grata.
grata pela vida, grata pelo sol, por mim, pelo meu caminho, por tudo de bom até agora. e, arrisco-me a dizer que as coisas más também merecem um pequeno agradecimento. sem elas, não seria eu quem sou. para o bem e para o mal.

eu sei hoje o que quero e o que quero é, maioritariamente, poder acordar todos os dias e sentir-me grata, cheia, feliz comigo mesma. em paz. aquela paz que não compras, não pegas emprestada de ninguém. é tua, nasceu e tem crescido contigo, é a tua força interior. partilhar o que sinto com os outros, contagiá-los. é esse o meu objetivo de vida. ser feliz, sempre. sentir-me bem, sempre. manter-me original e fiel a mim mesma.
fazer exercícios mentais de agradecimento, todos os dias. sentar-me num banco de jardim, ao sol, e agradecer. ao universo, à minha família – a de sangue e a de coração -, a mim por continuar a conseguir ver amor, felicidade e vida nas coisas pequenas. saber que a vida se encontra nos pormenores.

sinto-me bem, estou agradecida pela minha vida e pelas minhas oportunidades. tenho saúde e um sorriso no rosto. tenho tudo o que quero e, acima disso, o que preciso.

hoje é um bom dia, acordei bem. esperemos que continue bom.


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de hoje. Cláudia d’Oliveira

c.

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