[Light me up a cigarette and put it in my mouth]


tentas, o máximo que podes, o máximo que consegues – nem eu sei -, esconder essa ausência com tudo o que tens à mão: cigarros, cafés, um filme, conversas no café… mas sabes bem que a ausência se sente no peito e esse, é resistente aos tratamentos externos. aquele cigarro a mais não acalma a dor de não o ter durante a noite. mas a verdade é que ajuda. aquele copo de café, quente, não é o calor das mãos dele entre as tuas coxas mas, se pensares um pouco mais profundamente, quase que sentes o calor da sua respiração no teu pescoço, sussurra-te um ” boa noite”.

a dureza da distância é uma merda e vocês sabem-no. lutam contra tudo, remam contra a maré mas, no fundo, há um vazio que nunca é totalmente preenchido com chamadas, mensagens, vídeos… e esse vazio arrasta-se e propaga-se dentro do corpo, cada vez aumentando mais, até te consumir.

contas os dias, contaste todos os dias e ainda os contas mas, de coração, sabe-los de cor. e eles lá vão passando, cansados e pesados para vocês. e o fosse vai-se abrindo e sendo cada vez maior.

estás ansiosa para que ele se feche, de vez, ou para que juntos, construam uma ponte que dure mais do que uns dias. e a vida vai-a fazendo – à ponte. é só mais um bocadinho, aguentem só mais um bocadinho…

c.

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