[diário de um coração aberto]

O maior desafio da vida, passa por seres fiel a quem és.
É muito difícil, nos dias que correm, sabermos quem somos. Descobrir a nossa identidade pode parecer fácil mas nem sempre o é; somos bombardeados diariamente com várias notícias, factos e relatos de situações e, por muito que achemos que estamos a ser informados, normalmente somos é invadidos por uma desinformação tamanha que nos confunde as ideias e os ideais e que nos mostra apenas um lado dessa enorme moeda. É fácil absorver tudo o que recebemos e daí formar uma opinião, achando que sabemos tudo. O difícil mesmo é procurar saber outros lados, ler, recolher e absorver outras ideias, opiniões e daí construir a nossa. É assim com a personalidade, assim que formamos o nosso ser, que moldamos o nosso barro. Vamos apanhando, aqui e ali, pequenas mossas de pessoas, coisas e acontecimentos, e depois ou as deixamos ficar gravadas na nossa pele seca, ou vamos moldando enquanto ainda podemos.
Outras mãos que percorrem a nossa forma e a vão guiando, é bom. Mas não podemos, nunca, deixar que outra pessoa, coisa ou situação nos molde permanentemente, sem que tenhamos a oportunidade de criar as nossas próprias formas.
É complicado, saber quem somos. Aliás, não sei se sabemos tão cedo, no pico dos 20’s e poucos anos. Mas vamos sabendo mais ou menos, para onde queremos ir, quem queremos que nos leve…
Acho que é muito fácil observar de fora e julgar que a vida das pessoas é só aquilo que vemos. Mas há muito mais. Há muitas batalhas interiores que lutamos e que mais ninguém sabe, que nunca contamos a ninguém. E isso define-nos, molda- nos. Por isso é complicado julgar as coisas deste lado, a menos que nos tentemos encaixar nos moldes dos outros e tentar compreender o porquê daquelas formas.
Estou longe, muito longe, de certezas absolutas sobre mim, sobre o mundo. Vou aprendendo muita coisa, a cada dia que vivo. Mas sei muito bem quem sou hoje. Melhorei muito mais em relação à pessoa que viveu em mim há, por exemplo, 3 anos atrás. Sei mais e melhor. E, neste momento, posso-me gabar de algo que sei que muita gente ainda não encontrou: eu sei quem sou, neste momento (o futuro logo virá). Sei o que quero, sei algumas das coisas que devo fazer para lá chegar e para as alcançar. Sei exatamente que há coisas que eu desconheço e essa ignorância dá-me paz, ao contrário do que aconteceria há uns anos atrás, em que me iria assustar. Estou muito certa de mim, gosto de mim. Não tenho problemas com quem não gosta, porque aceitei muito bem e com paz a minha incapacidade de agradar a toda a gente. Mas já não me faz mossa ou comichão, porque sei aceitar a minha imperfeição e os meus handicaps.
E é raro, nos dias que correm, sabermos onde erramos, onde estão as nossas “imperfeições”, aquelas coisas que não cabem nos padrões da sociedade e, ainda assim, aceitarmo-nos e sermos felizes com elas. ATENÇÃO: aceitação não significa que não possa querer mudar mas enquanto não o posso/quero fazer, enquanto a mudança está a acontecer, aceito-me. Sou feliz comigo mesma e isso vê-se. Passa cá para fora. No sorriso, nas acções e na forma como trato os outros e me trato a mim.

Não sinto que tenha de me desculpar pela minha segurança em relação à minha pessoa, assim como não sinto que tenha de sorrir todos os dias ou que tenha de andar sempre bem. Isto para mim é uma conquista, conseguir sentir-me assim, mas como tudo na vida, não é uma constante 24/7. Mas esta segurança que eu adquiri comigo, também se concentra nos outros. É assim, sentindo-me segura do que sou e do que quero, que asseguro a todos os que estão comigo, na minha vida, que os quero e que sei por onde passa o meu futuro com eles.
Não consigo assegurar ninguém – assim como ninguém o pode fazer comigo -, que aquilo que quero hoje quererei daqui a 3 ou 5 anos. Mas hoje, que quero, luto por isso na minha vida, faço o melhor que eu sei e consigo para manter. Vale o que vale. E sei que não tenho de deixar de ser fiel a mim mesma ou deixar-me em segundo plano porque não me compreendem ou não conseguem entender que eu tenho de pode voar. Mesmo que eu não saia de terra, tenho de ter asas e saber que, se quiser, posso voar.

Nunca me cortem as asas, por favor. Se não quiserem voar comigo, a meu lado, não me chateio pelos que ficam, mas que as minhas asas nunca sejam cortadas.

É só quando aprendemos a aceitar-nos, à pessoa que somos, com todos os handicaps que temos, que podemos ser felizes e podemos viver a vida sem amarras psicológicas. Ninguém é perfeito e acho que desejar ser outra pessoa é completamente anular quem somos. É este o corpo em que nascemos e, a pessoa interior que ouvimos na nossa cabeça, demónios e tudo, é aquela que vive e morre connosco. Eduquemo-la para que nos ame, ensinemo-la a amar quem somos, a lutar connosco para melhorar.
Perfeição não é sinónimo de felicidade e podemos mudar todo o exterior mas, se no interior continuarmos sem gostar da pessoa que somos, do que nos move, de nada vale mudarmos a aparência.

Tudo isto para dizer que eu estou muito grata por esta fase boa da minha vida. Por estar tão bem comigo própria, por ter pessoas fantásticas ao meu redor, por estar a superar pequenos obstáculos/batalhas, por estar a caminhar para algo maior e, acima de tudo, por todas as coisas que tenho que me permitem conforto físico e emocional e também por todas as coisas que desconheço, por todas as partes do que vem depois de agora, que eu não sei. Pela incógnita e pelas certezas, agradeço.
Agradeço às minhas pessoas de coração. Pelos dias bons.


Por falar em dias bons, Sábado foi um dia muito bom. O casamento foi tão, mas tão bonito 🙂 Ficam aqui algumas fotografias. O resto fica gravado em memórias.
(tenho TANTO a agradecer por estas pessoas, em especial. Vocês tornam os meus dias normais em dias bons).

(o macacão é da The Purple, ficou um must. O cabelo é cortesia da Cristina, a quem sempre agradeço).

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independente de tudo, és e serás o meu primeiro amor. Isso ninguém te tira, ninguém me tira. E hás-de ser o último, no que depender do meu coração.
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para além de super lindos, somos a animação da casa. Grata por vós.
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chapéu – H&M óculos – chineses macacão – The Purple Bâton – MAC Cabelo – Cristina
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yup, eu apanhei o bouquet. Sem pânico, somos muito cool.
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They see us rollin’, they hatin’. (desde 2013 a espalhar charme, beleza e magia)
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a Internet dificilmente aguenta tanto estilo junto numa fotografia. ❤
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