[se a vida e o destino quiserem assim, aceita]

Estamos realmente preparados para aceitar aquelas coisas que não conseguimos mudar?
Hoje gostaria de falar sobre o passado das pessoas e, em especial, o passado das pessoas antes de nós (como em relação).
Não podemos mudar o passado e temos de aceitar que não somos produtos novos em folha na mão de alguém (e vice-versa). Nem produtos somos, sequer… Mas eu aceito que seja difícil aceitar que a nossa pessoa teve pessoas antes de nós. Algumas importantes, outras menos. Mas que usaram e abusaram daquele – agora nosso – corpo, que ocuparam algum espaço naquele coração…
Também me fez, também me faz confusão… Mas é aqui que entra o nosso amor em cheque. Saber se somos mais importantes do que a outra pessoa foi, saber até que ponto é mais certo connosco do que foi com a pessoa anterior… São muitas perguntas, mas nenhuma é a pergunta correta.
Eu também acho que nunca sabemos se o nosso “amo-te” é mais forte e /ou verdadeiro do que o “amo-te” dedicado à pessoa anterior… Afinal, aquela pessoa existiu naquela vida por alguma razão. Mas entra aqui a nossa capacidade de entender que agora é a nossa vez e também depende de nós a durabilidade e a estabilidade de uma relação.
Posto isto, sei de coração que essas inseguranças só podem contribuir para um mal-estar e sei que, tudo tem de partir do nosso coração. Confiança é fundamental em duas coisas: na pessoa que está connosco – confiar que nos ama – e confiança em nós próprios – na nossa capacidade de ser melhores que a pessoa anterior foi. Resolver problemas que antes não foran resolvidos, lutar batalhas que ficaram a meio, noutras guerras.

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Aprendi com o tempo a confiar um pouco mais em mim. Se antes não tinha a certeza das minhas capacidades, hoje tenho. Se antes achava “porque razão gostam de mim?”, agora sei eu mesma as razões que fazem de mim gostável. E porque não? Como dizia a outra, não vou ficar de mimimi quando sei o que valho. Arrogância? Talvez, ou talvez tenha sido alguém que duvidou das suas capacidades por muitos anos. Tenho muita humildade para admitir que me falta saber tanto na e da vida – mas sei o que valho e que posso vir a valer mais. Segurança.
Por isso digo – fica muito mal toda essa insegurança, que depois se traduz em atitudes foleiras e sem classe. Tanto delas como deles. Ninguém é nossa propriedade, território ou está em nossa posse. Cuidem para manter. Mas façam-no sem paranóias. E aceitar é a chave. Aceitar que não nos tornamos numa tábua rasa quando estamos com alguém novo. O passado está lá. Aceitá-lo e seguir em frente – que esse é o caminho onde estamos com a nossa pessoa.

C.

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