[27]

Há números que marcam a nossa vida, por alguma razão. Sei lá, devemos ser alguma espécie de raça numérica, que funciona bem com algoritmos, sei lá. Mas sei que há números que vão definindo a nossa vida e que têm um peso simbólico bastante grande.
Eu tenho alguns, sendo que o 18 é o mais forte, mas outro número que me marca é o 27. Vinte e sete porque é um número estético, um número forte em qualidades mentais e espirituais e, segundo a numerologia, um número de grandes viagens.
De qualquer das formas é um número com expressão importante para mim e, hoje em especial, é um 27 importante para nós.

Normalmente celebram-se as datas redondas, os anos e meios anos. Mas eu cá acho que celebrar pode e deve ser sempre que um coração quiser. Por isso celebro – para mim – todos os dias que vão passando em que conseguimos dar um passo em frente em direção ao resto da nossa vida. Celebro os meses feios, as discussões. Celebro os momentos cheios e os momentos a metade.
Celebro os fins-de-semana que passamos inteiramente sem discutir e celebro mesmo os dias de grande tempestade que conseguimos ultrapassar.

Nestes 27 já nos fizemos passar por muita coisa e sei que muita coisa mais nos virá a acontecer. O que nos define, enquanto casal e a ti enquanto parceiro, é o facto de conseguirmos sempre ultrapassar as coisas, mesmo que se tornem demasiado complicadas. É a capacidade de nos por à frente das adversidades, de acreditar que vale a pena lutar, desculpar algumas coisas ditas e feitas, porque ninguém é perfeito e eu acredito mesmo que juntos somos melhores.

Há muita coisa que corre mal e muita tanta que corre bem. Há dias em que planeamos coisas e corre-nos ao contrário mas existe um momento, um espacinho temporal que é só nosso.
Algures ali na cama, numa tarde só nossa, a ver televisão, séries, a ler um livro enquanto vês futebol… Um momento só nosso, a meio da noite, quando eu acordo com o coração sereno porque estás ali. Estico o braço e toco-te. Chamas-me, ou falas no sono. Mas eu sei que estás ali e eu durmo sempre mais calma.

Assusta-me o facto de não saber quanto mais tempo temos para nós e, ao mesmo tempo, saber que pode ser de minha vontade, a vida toda. Mas não vejo horizonte sem imaginar esses pequenos momentos só nossos, num futuro em que adormeço e acordo todos os dias contigo. Porque, até nos momentos em que te odeio, eu amo-te. E esse amor continua a ser mais forte que tudo o resto.

E eu espero que o meu primeiro amor, que dura há 27 meses, seja o amor que levo para o resto da minha vida.

(para fazer uma referência a Friends, eu sempre disse que tu eras a minha Losbter. Mas a verdade é, acho que somos muito mais Monica e Chandler, na consistência, e isso faz-me feliz.)

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